Últimas
Santa Catarina permite emissão de NFC-e por nota fiscal avulsa: veja quem pode utilizarHerança vai pagar mais imposto com a Reforma Tributária? Entenda a progressividade do ITCMDNF-e e NFC-e deixarão de aceitar autorização assíncrona em 2027; veja o cronogramaUsucapião não paga ITBI: entenda por que e o que isso muda para quem quer regularizar o imóvelO redutor de 44,16% da CBS será aplicado a todas as compras realizadas pelo governo?Rejeição 129 da NF-e e NFC-e: o que significa e como corrigir o erro de autorização síncronaFrente parlamentar quer rejeição da CBS de 11,3% no Senado: o que muda para 2027?Permuta de imóveis na Reforma Tributária: quando há IBS e CBS e como fica o redutor de ajusteSplit payment no Pix: o que muda para quem vende e para quem compra a partir de 2027Conta de água e esgoto pode ficar mais cara em 2027? ANA divulga novas orientações após reforma tributáriaSanta Catarina permite emissão de NFC-e por nota fiscal avulsa: veja quem pode utilizarHerança vai pagar mais imposto com a Reforma Tributária? Entenda a progressividade do ITCMDNF-e e NFC-e deixarão de aceitar autorização assíncrona em 2027; veja o cronogramaUsucapião não paga ITBI: entenda por que e o que isso muda para quem quer regularizar o imóvelO redutor de 44,16% da CBS será aplicado a todas as compras realizadas pelo governo?Rejeição 129 da NF-e e NFC-e: o que significa e como corrigir o erro de autorização síncronaFrente parlamentar quer rejeição da CBS de 11,3% no Senado: o que muda para 2027?Permuta de imóveis na Reforma Tributária: quando há IBS e CBS e como fica o redutor de ajusteSplit payment no Pix: o que muda para quem vende e para quem compra a partir de 2027Conta de água e esgoto pode ficar mais cara em 2027? ANA divulga novas orientações após reforma tributária

Frente parlamentar quer rejeição da CBS de 11,3% no Senado: o que muda para 2027?

Frente Parlamentar do Empreendedorismo contesta alíquota calculada pelo TCU, 25,6% acima da expectativa de 9% citada pela entidade; decisão cabe ao Senado.

Congresso Nacional em Brasília ilustra discussão sobre alíquota da CBS de 11,3% calculada pelo TCU para 2027
Frente Parlamentar do Empreendedorismo defende rejeitar no Senado a alíquota de referência de 11,3% da CBS calculada pelo TCU para 2027.

BRASÍLIA/DF — A alíquota de referência de 11,3% da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), calculada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para 2027, passou a enfrentar resistência no Congresso Nacional. A Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) anunciou que defenderá a rejeição do percentual no Senado Federal, responsável pela fixação da alíquota do novo tributo criado pela reforma tributária.

A manifestação foi divulgada na quarta-feira (28), após o TCU aprovar o cálculo. A frente, presidida pelo deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA), afirma que o índice supera a expectativa de 9% mencionada pelo setor produtivo e cobra esclarecimentos sobre os critérios utilizados. O posicionamento é uma iniciativa de pressão parlamentar, e não uma decisão já tomada pelo Senado.

Por que a frente parlamentar quer rejeitar a CBS de 11,3%?

A principal crítica da FPE é a distância entre o percentual apresentado pelo TCU e aquele que, segundo a entidade, vinha sendo considerado no planejamento de empresas e empreendedores. A alíquota de referência calculada pelo tribunal foi de 11,3468%, arredondada para 11,3% segundo a regra estabelecida na legislação complementar.

Simples Nacional 2027
Entenda as regras. Teste cenários. Documente a análise.
Por R$ 37,00, você recebe o e-book completo, o simulador HTML offline, o manual e a ferramenta de geração de relatório profissional.
Quero acessar o pacote completo por R$ 37,00

Em sua manifestação, a frente compara 11,3% com uma expectativa de 9% e aponta diferença aproximada de 25,6%. Esse percentual expressa a variação relativa entre duas alíquotas, e não a elevação efetiva de tributos que cada empresa necessariamente pagará. A distância entre elas é de 2,3 pontos percentuais.

Para a FPE, a mudança na referência de cálculo amplia as dúvidas em um momento de preparação para a cobrança efetiva da CBS. A entidade pretende discutir o tema com senadores e representantes do setor produtivo antes da definição oficial do percentual.

O que a FPE diz sobre a preparação das empresas para 2027?

Além de contestar o índice, a frente parlamentar questiona as condições operacionais para a implantação do novo sistema. Entre os pontos levantados estão a adaptação de sistemas tecnológicos, a necessidade de previsibilidade nos investimentos e as incertezas relacionadas à estrutura de administração dos tributos da reforma.

Radar da Reforma Tributária

Receba as principais novidades da Reforma Tributária

Cadastre seu e-mail para acompanhar as mudanças mais importantes.

A entidade também menciona o estágio de estruturação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Essa preocupação, entretanto, deve ser distinguida da competência para administrar a CBS, que é um tributo federal. O IBS pertence à esfera compartilhada de estados e municípios e tem calendário próprio de transição.

Como o TCU chegou à alíquota de 11,3% da CBS?

O TCU aprovou o cálculo em sessão extraordinária de 28 de outubro de 2026, no processo TC 006.529/2026-7, sob relatoria do ministro Vital do Rêgo. Segundo o tribunal, a finalidade é encontrar uma alíquota que preserve, em termos agregados, a arrecadação federal dos tributos substituídos ou reduzidos pela reforma, conforme os parâmetros legais.

Para isso, as equipes técnicas examinaram 17 módulos de cálculo apresentados pela Receita Federal e utilizaram uma ferramenta própria de verificação independente. A metodologia considera receitas tributárias de referência do período de 2012 a 2021 e simulações da arrecadação no sistema futuro, inclusive os efeitos de regimes diferenciados e específicos.

O Senado pode rejeitar a alíquota de 11,3% para 2027?

O Senado é a instituição responsável por fixar a alíquota de referência da CBS mediante resolução, com base nos cálculos realizados pelo TCU. A atribuição está prevista no artigo 349 da Lei Complementar nº 214/2025. Isso significa que o percentual aprovado pelo tribunal ainda percorre uma etapa institucional antes de sua fixação formal.

A proposta de rejeição defendida pela FPE não equivale, contudo, à existência de uma alternativa de 9% já validada tecnicamente ou aprovada pelo Legislativo. Qualquer encaminhamento precisa observar a metodologia, os limites e o procedimento previstos na legislação. A discussão envolve, portanto, mais do que uma votação política sobre dois números isolados.

Qual é o prazo do Senado para decidir sobre a CBS?

O TCU informou que encaminhará seu relatório ao Senado até 30 de outubro. Para a fixação referente a 2027, o prazo de deliberação foi prorrogado em 45 dias pela regra transitória do artigo 353, parágrafo 2º, da LC nº 214/2025. Assim, a data indicada pelo TCU e pela comunicação oficial do Senado é 15 de dezembro de 2026.

A legislação também estabelece mecanismo de utilização das alíquotas calculadas pelo TCU em hipóteses de atraso na fixação ou no início da vigência da resolução do Senado. Por isso, a ausência de uma decisão parlamentar não significa automaticamente que a CBS deixará de ser cobrada em janeiro.

A CBS de 11,3% significa que os produtos ficarão 11,3% mais caros?

Não. A alíquota de referência não é uma previsão automática de aumento de preços. A reforma substitui PIS/Pasep e Cofins pela CBS e altera a sistemática de tributação, com regras de créditos, desonerações e tratamentos especiais que variam conforme a operação. A legislação também prevê, em 2027 e 2028, redução de 0,1 ponto percentual da alíquota da CBS nas hipóteses aplicáveis.

Por isso, somar 11,3% ao preço atual de um produto, ignorando os tributos que deixarão de ser cobrados e os créditos tributários, seria um cálculo inadequado. O efeito sobre margens e preços dependerá da cadeia de fornecimento, do enquadramento tributário e da capacidade de repassar custos.

O que muda na reforma tributária a partir de janeiro de 2027?

O ano de 2026 funciona como etapa de testes e adaptação do novo sistema de consumo. Em janeiro de 2027, a CBS passa a integrar a cobrança efetiva dos tributos federais reformulados, com a extinção do PIS/Pasep e da Cofins e a aplicação das regras próprias previstas na legislação complementar.

O IBS, de competência dos estados e municípios, ainda terá uma transição gradual, enquanto o Imposto Seletivo também está previsto para iniciar sua aplicação em 2027. A reorganização exige mudanças na emissão de documentos fiscais, na apuração dos tributos e no acompanhamento dos créditos pelas empresas.

O que acontece agora com a proposta de rejeição?

Para empresários, contadores e responsáveis pelo planejamento tributário, o cenário recomenda acompanhar a resolução do Senado e evitar tratar os 9% como alíquota aprovada ou os 11,3% como aumento uniforme de carga tributária. Até a deliberação definitiva, há uma referência técnica calculada pelo TCU e uma contestação pública apresentada por parte do setor produtivo.

Fontes oficiais consultadas

1. Tribunal de Contas da União — TCU calcula alíquota de referência de 11,3% para novo tributo sobre consumo (28/10/2026)

2. Tribunal de Contas da União — Painel técnico CBS 2027, processo TC 006.529/2026-7

3. Senado Federal — Reforma tributária: TCU calcula alíquota da CBS em 11,3% para 2027 (28/10/2026)

4. Câmara dos Deputados — Lei Complementar nº 214/2025, texto atualizado, especialmente arts. 347, 349 e 353

5. Receita Federal — Entenda a Reforma Tributária do Consumo e o cronograma de transição

Esta reportagem tem caráter informativo e considera a legislação e as fontes oficiais consultadas na data da publicação. A manifestação da frente parlamentar representa posicionamento político da entidade e não decisão do Senado. A alíquota e seus efeitos concretos dependem da aplicação das regras legais e dos atos oficiais pertinentes.

O Radar da Reforma Tributária é um portal especializado na Reforma Tributária do consumo. Explicamos, em linguagem clara e com base nas fontes oficiais (EC 132/2023, LC 214/2025, regulamentos, atos da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS), o que muda com o IBS, a CBS, o Imposto Seletivo, o Split Payment e o Simples Nacional, e como isso afeta empresas, contadores e cidadãos. Conheça nossa Política Editorial e saiba mais sobre o Radar.
Sair da versão mobile